novembro 09, 2011

Vez por outra paro e fico me perguntando: é isso tudo mesmo, Senhor? No fim de tudo, depois de tanta coisa suada e ralada e sofrida e calada,
vai ser isso mesmo que vai sobrar, Senhor? O oco? O ócio? O nada que se disfarça
de tédio pra gente achar motivo pra não ser feliz?
Pedaços-de-felicidade, lembre-se-sempre-garota-destrambelhada! Nunca-só-felicidade.
Rio e viro a cabeça meio que pra trás, meio que cansada, meio que trejeito-de-mulher.
Tolinho. Nem sabe o tanto que ainda vai ralar por um pedaço de si.
E lá pra oito é que eu percebi que novembro já estava aqui, e tinha levado toda aquela entranheza de coisa que machuca.
E disse sorrindo: agora vai!

outubro 03, 2011



Tenta às vezes, porém,
nervosa e louca,
esquecer por momento a mágoa intensa arrancando um sorriso à flor da boca.
Mas volta logo um negro desconforto.


Augusto dos Anjos

setembro 18, 2011

QUEM SABE O QUE É TER E PERDER ALGUÉM?
Tanto eu abri mão que hoje eu entendi: sonho não se dá! 
é botão de flor.
(...)
Eu sei, é um doce te amar. O amargo é querer-te pra mim.
Do que eu preciso é lembrar (...) que alguma coisa a gente tem que amar,
mas o quê?
Não sei mais...
Condicional.
Suspirou e foi. Sem medo, foi.
Garota corajosa, aquela.
E coisas boas acontecem sempre, em branco, cinza, ou azul.
Elas acontecem, com você esperando ou não, com você querendo ou não.
E-l-a-s-a-c-o-n-t-e-c-e-m.
E é por isso que vale a pena sonhar.
E me diz, por que não?

setembro 16, 2011


As the leaves change
The last excuse
(...)
Still I can't let you be.

setembro 11, 2011

preciso de um remédio que cure essa saudade,
que diminua a dor que no meu peito invade,
que me cure ou me ajude a esquecer.
preciso de um antídoto que (me) salve (d)esse amor,
que tire os sintomas que me causam dor. ♫