fevereiro 26, 2011

na madrugada.

Madrugada já. Coisa de quatro e meia eu acho (é, 4:42, acabei de olhar aqui). Uma puta falta de sono, então resolvi escrever. Falta de sono é um saco, ainda mais quando eu sei que vou ficar com uma puta raiva amanhã por não ter dormido direito, mas... vai fazer o que. Por falar em fazer, já fiz de tudo! Desde entrar no Orkut do namorado pra excluir aquele monte de recado compartilhado que ele não exclui porque faz um ano que não entra, até assistir sete vídeos seguidos do PC (Siqueira). Sabe, eu reclamo – por que sou um saco – mas no fundo eu gosto da madrugada. No fundo não, eu realmente gosto da madrugada, especialmente hoje que tá chovendo. Meus melhores textos costumam surgir nela (muito embora esse não faça parte desse seleto grupo). Somos cúmplices. É como se na madrugada as coisas realmente funcionassem, como se você ficasse mais livre pra fazer o que quer fazer. Sem falar que eu curto muito esse silêncio quebrado apenas pelo som das teclas do meu teclado, do estabilizador do meu computador, e pelo barulho das gotas de chuva que escorrem da árvore aqui do lado. Na madrugada as pessoas dormem, os cachorros dormem, os pássaros dormem, a cidade dorme. E os que não dormem estão trabalhando em algo relativamente importante, ou fazendo algo totalmente sem importância, ou simplesmente fazendo nada, rindo, ou bebendo, ou pensando na vida, ou tendo orgasmos, ou chorando de saudade sem conseguir dormir. O fato é que, na madrugada, fica mais fácil sermos nós mesmos, e isso me agrada. Esse silêncio denso, quase barulhento; esse ar frio que entra pelas narinas e vai fazendo tudo gelar por dentro (principalmente se você está com um trident de menta na boca); essa cumplicidade que você pode ter com você mesmo. Na madrugada tudo ganha uma nova forma, todo mundo vira poeta, todo mundo sabe o que dizer.
Mas agora não é mais madrugada. Os passarinhos já acordaram, sinal de que a manhã vem por aí. Acho que é hora das crianças irem para a cama.
Desculpem por esse texto meio torto, é que me deu vontade de correr pra vocês.
Ps: Preciso de um abraço quentinho.
V. Rodrigues

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