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março 05, 2012

Sobre sonhos, fé, e descobertas.

"Há um lugar
Pra chegar
Há uma ponte
Que te levará
Pro outro lado
Há um sonho, uma voz
Dizendo: "os teus sonhos também são meus"
Vou te levar, te conduzir
E quando você alcançar
Saberás que em todo tempo
Eu estive ao teu lado"


O tempo vai passando e a gente vai começando a entender melhor algumas coisas: não importa se a tua fé está ligada a Deus, ou a Shiva, ou a Oxalá, ou a uma força superior que move todas as coisas. O que importa é que você tenha alguma fé. Tenha algo que te sustente, algo que te faça mais que sangue e carne que pulsa e se move. Algo que faça você poder acreditar. No mistério, na beleza, no poder do amor. Acreditar em você.
Um março de descobertas saborosas.
V. Rodrigues 

dezembro 30, 2011

e pra terminar 2011

Meu anjo de guarda noturno:
você é quem sabe de tudo!
E quando eu peço proteção
não é pra fugir do ladrão
nem pra me esconder na igreja
eu quero é que Deus nos proteja
das dores do coração.

Meu anjo de luz, que ilumina
compositor da minha sina
não deixe que espinhos me ceguem
guarde meus caminhos que seguem
os carinhos dessa menina.

Meu anjo de luz guardião
condutor da minha emoção
ensine o atalho pra ela
e evoque o anjo dela
no toque sutil da canção
no toque sutil do baião.

E que ele (o anjo, eu digo) possa guiar vocês nesse 2012 de luz.
PEACE!


dezembro 09, 2011

A pedidos de alguns queridos, voltei para a antiga versão (ou o mais próximo dela que eu consegui chegar).
Espero que (re)gostem!

Abraço quentinho,
V.

dezembro 07, 2011

E a lei agora é:
fica terminantemente proibido para qualquer cidadão passível de sentimento não ter esperança.
tava lendo o Caio, meio que conversando - como sempre - e vi quando ele falou: "livra-me de tudo que trava o riso".
fiquei pensando um tempinho, e falei, meio que pra ele, meio que pra mim, meio que pra Deus, meio que pro nada: livra-me de tudo que for pobre de amor!

e livre-te também.
V.

novembro 09, 2011

Vez por outra paro e fico me perguntando: é isso tudo mesmo, Senhor? No fim de tudo, depois de tanta coisa suada e ralada e sofrida e calada,
vai ser isso mesmo que vai sobrar, Senhor? O oco? O ócio? O nada que se disfarça
de tédio pra gente achar motivo pra não ser feliz?
Pedaços-de-felicidade, lembre-se-sempre-garota-destrambelhada! Nunca-só-felicidade.
Rio e viro a cabeça meio que pra trás, meio que cansada, meio que trejeito-de-mulher.
Tolinho. Nem sabe o tanto que ainda vai ralar por um pedaço de si.
E lá pra oito é que eu percebi que novembro já estava aqui, e tinha levado toda aquela entranheza de coisa que machuca.
E disse sorrindo: agora vai!

setembro 18, 2011

Suspirou e foi. Sem medo, foi.
Garota corajosa, aquela.
E coisas boas acontecem sempre, em branco, cinza, ou azul.
Elas acontecem, com você esperando ou não, com você querendo ou não.
E-l-a-s-a-c-o-n-t-e-c-e-m.
E é por isso que vale a pena sonhar.

setembro 08, 2011

Peguei mania de ver metáfora em tudo que digo,
de procurar lição em tudo que eu escuto,
e adivinha só o que eu descobri?
Que, de vez em quando, é bom ser meio burra.

setembro 05, 2011

Ê flor, tem coisa na vida que - não adianta- , a gente nunca vai saber.
V. Rodrigues
Olhou o papel e viu nele toda a história já escrita, sem nem precisar pensar.
A história da garota, que nem tinha mais a inocência de uma menina, nem era tão esperta quanto uma mulher, então ia ser chamada de garota mesmo. Garota que nem era moçinha, nem era vilã, era só... normal. Não tinha um amor pra vida toda, nem algum amor platônico que lhe tirasse o sono toda noite, mas nem por isso era insensível. Ela só não tinha pressa pra essa coisa toda do amor eros. Não era linda, estilo sonho de garoto americano, mas também não era feia a ponto de chorar. Tinha um corpo normal, que agradava alguns e outros não. Mas ela não se importava com isso. Não porque não se importasse com aparência e coisa e tal. Só porque na vida real as pessoas não são bem assim. E a tal garota era bem real. Do tipo que acorda as seis, trabalha as sete, duas horas de almoço, trabalho de novo, casa e descanso. Chope com a galera quando tá com grana sobrando, ou então filme no pc quando a coisa tá mais apertada. Ombro amigo pra amiga que tá deprê, comentarista de futebol pro amigo que se acha sabidão. Ela era normal, sem nenhum desses enfeites literários que escritor tem mania de usar.
Dai ela viu que hoje em dia é tão difícil achar alguém que se deixe ser normal, que resolveu não escrever sobre a tal garota. Talvez porque ninguém ia se interessar por ler sobre ela, já que hoje em dia a moda é ser diferente. Ou talvez porque ela era tão preciosa que não podia ser perdida assim, porque na hora que ela fosse pro papel, ela ia deixar de ser normal.
Sei lá... todo mundo fala que "ser simples é ser incrível". Mas no fundo ninguém quer mesmo ser simples, não é? Ninguém que mesmo ser normal.
Vai ver a gente é tão cego que não consegue perceber que ser simples não é um modo de ser... ser simples é o normal. Então o normal é ser incrível, não é? Mas a gente não sabe, e tenta enfeitar, e tenta embelezar, e tenta ser simples, e acaba sendo ninguém. Acaba sem saber quem é.

setembro 01, 2011

(...) Mas doutor,
me fala pra que perder tempo falando de lágrimas, quando é tão bom ver um sorriso brilhando na gente?
E sabe doutor, ando com tanta vontade de brilhar... Então eu acho que não vou mais falar de lágrima não!
A gente sabe que chorou, e que chora escondidinho num canto escuro do quarto, lá pra depois da meia noite, quando o sono não vem. Mas isso é de noite, doutor. Agora é dia, e eu não vou perder de ver o brilho do sol só porque minha vista tá embaçada de lágrima.
É isso, doutor. Acho que agora eu vou.
Tchau, doutor. Foi bom, mas ainda bem que foi!

Trecho de 'Divã'
V. Rodrigues

agosto 15, 2011

E sabe o que eu descobri nesses dias?
Que a vida flui, mesmo quando a gente para.
Mas quer saber o que eu acho?
Acho que esperar é muito sem graça.. Bom é molhar os pés em poça de lama, e depois lavar tudo pra poder ficar limpinho limpinho.
Então vai lá, que mesmo que os pés doam de vez em quando, pelo menos vai!

Ps.: Desculpem pelo sumiço. Aos que perguntam, eu não abandonei o blog, só ando sem tempo  algum pra postar.
Abraço quentíssimo, pra compensar os atrasos,
V. Rodrigues

julho 20, 2011

Dando satisfação. [2]

Oi minha gente! Como estão?
Bom, tô passando por aqui pra dar satisfação a vocês por esse completo abandono "bloguistico" :)
Acontece que a blogueira que vos fala tá com o tempo apertadinho apertadinho. Então, muito provavelmente, eu só vou conseguir dar uma olhada aqui no fim de semana. E já peço desculpa desde já por isso.
Mas prometo que sempre que der pra mim dar um pulinho aqui (como deu hoje) eu vou vir suspirar algo pra vocês. 
Estamos combinados assim? :)

Abraço beeem quentinho nesse inverno gostoso,
Valéria Rodrigues.

julho 05, 2011

desdenhar-se.

Alguém, em algum lugar, falou (ou eu li) que escrever é ter a delicadeza de desenhar a alma
Troco o verbo.
Digo: escrever é ter a delicadeza de desdenhar da alma.
Porque ser poesia é fácil: é só falar alto o que o coração sussurra alucinado.

V. Rodrigues

julho 04, 2011

A gente luta pra se desligar do mundo, até que percebe que o mundo é a gente, e que não dá pra desligar.
Então sorri amarelo, rezando pra passar.
E vai passar - a gente sempre sabe que vai, - basta respirar.


V. Rodrigues

julho 03, 2011

Tudo sempre foi (e será) uma questão de como encarar. Não acredito em choro milagroso, nem em botões mágicos que deletam a dor e (re)arquivam as coisas boas. Acredito em fé, em coragem, em vontade de superar. Acredito no passar do tempo, e na bondade que o vento trás, junto com o passar das horas. Acredito em vontade de crescer, de mudar, de ser novo e de se renovar.
V. Rodrigues

junho 25, 2011

Carta ao Leitor.

Situando: faz algum tempinho que recebo perguntas/desabafos pelos comentários de algumas pessoas que leem o blog. Sempre costumo responde-los mandando direto pro email da pessoa. Não quero essa coroa de terapeuta sentimental, sabe. :) Mas esses dias eu recebi um, em especial, que - se eu costumasse crer em destino - diria que foi o destino que preparou. Esse eu resolvi postar aqui, porque sei que como eu e a C. , existem também milhares de pessoas que passam por esse tipo de situação. Vamos ao X da questão.
"Querida V. Rodrigues, vivo lendo o seu blog e me identifico muito com você. Brinco com minhas amigas dizendo que você é minha nova BFF, porque você sempre escreve o que eu preciso ler. Então quando passei por uma situação complicada por esses dias, pensei logo em você, em o que você me diria. Eu sei que parece loucura, mas... A situação é que eu namorei com um garoto um ano e cinco meses, e pra mim a relação era um sonho. Eu gostava mesmo dele, sabe. Então descubro que ele me traiu, e meu mundo desabou. Hoje sinto tanta raiva, tanta mágoa. Precisava ouvir (ler) alguma coisa de você. Dói demais, sabe? Nem sei se você faz isso, mas se pudesse, gostaria que você me respondesse esse comentário. Obrigada. E "abraço quentinho". C.R. "
      Querida C.R.,
     sinceramente, se eu costumasse acreditar em destino, diria que foi ele que nos trouxe a esse momento. Acho que nunca pude falar com tanta propriedade sobre algo, como vou poder agora.
     Sim, eu realmente sei como dói. Dói tanto que chega a parecer dor física mesmo. E a verdade disso tudo é que não vai passar. Infelizmente não vai passar. Certas dores nunca vão embora, só amortecem com o tempo. Sentir a gente vai sentir pra sempre. A questão é que com o passar do tempo, o coração vai se acostumando com a sensação, e ela vai aliviando aos poucos, até chegar um dia que já nem parece dor. É como corte que criou cicatriz, mas não deixou de ser corte. Sempre que a gente olhar pro canto, vai lembrar da dor que foi cortar. E assim é.
     Quanto a raiva, uma pessoa muito querida me disse uma vez que raiva é como lama. Se uma peça de roupa cai na lama e você tenta lavar na mesma hora, a lama só vai se espalhar e sujar mais ainda a roupa. Mas se você souber esperar a lama secar, ela vira poeira, e pode ser limpa só com uma batidinha de mão e um pouco de água pra purificar. Só lhe digo que deixe a sua raiva secar, não por ele - por você. Espere, e não esqueça nunca de respirar. Quando tudo apertar, e você achar que não dá mais, respire. Respire até encher os pulmões de vida, e depois continue. É que agora, você vai perceber, a estrada vai ficar um pouco mais longa. Mas não vai ficar menos bonita.
     Quanto ao que você deve fazer, eu não sei. Sei apenas que, seja lá o que for, você deve fazer por você. Se dê um tempinho, se permita recomeçar. Peça apenas força, e mais nada. Força é tudo que você vai precisar no momento (nem que seja pra não esganar ele, rs). Nunca, nunca ache que "ficar bem" é sinônimo ou condição de "estar com alguém". Esteja com você, não se perca de você. É você quem merece ser flor de redoma, e mais ninguém. E não deixe de acreditar no amor. Ele está por aí, em algum lugar, e pra achar ele você não precisa de ter algum príncipe encantado na sua vida. Basta que você tenha a você. O resto o tempo organiza com o tiquetaquear das horas.
     Fique bem. Tente daí que eu tento daqui. E muito obrigada pelo carinho e pela consideração.
     Abraço mais que quentinho pra você.

Carinhosamente,
V. Rodrigues

junho 20, 2011

Unhas.

Deitou mas não dormiu. Tanto arrependimento por ter cortado as unhas.. Mas elas estavam tão lindas, tão grandes e fortes. Como se arrependeu por ter cortado-as. Chorou de tão triste.

Mania feia essa que tinha. Mania de se vingar de si mesma, até pelo que nem era culpada. Mas se vingava. Cortando as unhas. E agora estava arrependida. Não pelas unhas, mas pela vida. Por ter ido até ali, mesmo sabendo aonde ali ia dar, desde o princípio. "Suspeitou desde o princípio".

Mas então teve uma surpresa: as unhas estavam crescendo de novo. Em poucos dias estariam do jeito que eram antes, e seriam fortes outra vez. Lembrou: o tempo não parou. Nem vai. Repetiu baixinho pra se convencer: nem vai.
V. Rodrigues